A TECNOLOGIA GERA ESTRESSE!
Depois de um dia cheio, trabalhando em telas, você já sentiu um grande esgotamento mental? Percebeu que parece que seus neurônios queimaram e você se encontra irritado e desgastado? Isso pode não ser uma incapacidade sua de lidar com o trabalho, mas algo desencadeado pelo uso da tecnologia.
Monideepa Tarafdar é professora na Universidade de Massachusetts e uma das principais referências de pesquisa em “Tecnoestresse”, com diversos artigos científicos publicados sobre o tema.
Ela define Tecnoestresse como: “O estresse que as pessoas sentem devido ao uso de sistemas de informação”. Ele se manifesta com dores de cabeça, dificuldade de concentração e sono ruim, entre outros sintomas.
E eu percebi que sentia tudo isso, especialmente depois de um dia agitado entre calls, emails e mensagens no WhatsApp.
O Tecnoestresse tem 5 componentes, mas para resumir eu vou destacar aqui apenas 2. O primeiro se chama “tecno-sobrecarga”, que é a demanda relacionada à tecnologia de se trabalhar mais e mais rápido. Lidamos com um volume diário de informações muito além do que o nosso cérebro pode suportar. De acordo com Tiago Forte, em seu excelente livro “Construindo um segundo cérebro”, são mais de 34 gigabytes de informação que recebemos num dia! Isso equivale à leitura de 174 jornais inteiro. É muito mais do que nosso cérebro consegue processar.
O segundo componente que ressalto aqui é a “tecno-invasão”. O avanço da tecnologia fez com que o trabalho invadisse todas as áreas das nossas vidas e as pesquisas relatam que isso é causa de estresse! Quem nunca reclamou de um chefe ou cliente “folgado” te acionando num sábado à noite? Ou quantas vezes nossos cônjuges e filhos nos pediram para largar o celular um pouco?
Tudo isso são desafios do trabalho moderno que precisamos aprender a lidar para manter a saúde mental e qualidade dos nossos relacionamentos (as pesquisas também mostram que há uma íntima relação entre tecnoestresse e doenças psíquicas). O uso de psicofármacos é praticamente unanimidade entre meus clientes e as pessoas com quem convivo. E isso piorou após a pandemia (quando adotamos mais hábitos digitais).
Precisamos repensar nossos hábitos ou nunca sairemos dos consultórios psiquiátricos. Eu não gosto de apontar problemas sem sugerir soluções, mas esse post acabaria ficando muito longo.
No entanto, fica uma dica simples: reestabeleça os limites entre trabalho e vida pessoal, tenha momentos de lazer off-line e fortaleça seu convívio social PRESENCIAL. Tudo isso já vai ser de grande ajuda para restaurar esse equilíbrio.
E me diz, como é o tecnoestresse na sua vida?




