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Você não deveria falar com tanta gente assim!

 

“Não converse com estranhos!”. É isso que ouvíamos de nossos pais quando éramos pequenos no intuito de nos protegerem de pessoas que estão fora de um círculo de confiança. Talvez, a nossa segurança física não era o único ponto que eles estavam se preocupando. Não só poderíamos sofrer insultos físicos, mas esses estranhos também poderiam ser más-influências para o nosso caráter, afetando um aspecto moral.

Hoje, temos muito contato com “estranhos”, a todo tempo. E, possivelmente, isso também não nos tem feito bem. Vamos fazer um rápido teste: dê uma olhada nos aplicativos de mensagens que você mais usa e conte com quantas pessoas você falou ontem (aproveite e comente esse número no post). Agora, eu lhe pergunto, todos esses diálogos eram realmente necessários?

Se você está nesse blog é porque já sente que existe algo de errado com isso. Talvez, você se sinta ansioso, sobrecarregado, que a sua vida está “empacada”, que não tem clareza nas suas decisões. E, certamente, há uma grande relação em tudo isso.

Nosso cérebro não foi feito para lidar com tantas informações assim em um dia só. No aspecto das relações, podemos falar que ele também não foi feito para se comunicar com tantas pessoas assim. Isso é bastante artificial (e pode estar te prejudicando).

Aqui, eu me recordo de uma citação nesse sentido de um livro que li1: “uma pessoa só pode ter cerca de 150 conhecidos e aproximadamente 5 relacionamentos próximos – nosso cérebro simplesmente não consegue lidar com mais do que isso. O número 150, também conhecido como número de Dunbar, foi a mensuração do ‘limite cognitivo de indivíduos com quem qualquer pessoa pode manter relacionamentos estáveis”.

Agora, te pergunto: será que não ultrapassamos de longe esse “número máximo”? Você acha que seu cérebro é especialmente dotado para lidar com tudo isso? Não é! O meu também não. Precisamos de uma alternativa melhor para as nossas relações. E é sobre isso que esse blog trata e as soluções estarão espalhadas em diversos artigos.

Enquanto isso, para não te deixar muito perdido, uma pequena sugestão: resolva o mínimo possível por mensagens. Priorize ligações e, se possível, conversas presenciais. Só isso já vai criar um limite nas suas interações para que retornem a uma margem saudável.

 

REFERÊNCIA:

1- “Glow kids”. Nicholas Kardaras, St. Martin’s Griffin, 2017. Ver na Amazon: https://amzn.to/3nN2HKi